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Embate entre experientes e novatos nas candidaturas leva às mesmas esperanças

18/09/2018 por Soraia Patricia

O timbre de voz é diferente, a energia é distinta e o vocabulário se dirige aos distintos nichos eleitorais. Mas, postulantes novos e escolados a cargos legislativos, apresentam concepções muito parecidas sobre como resolver questões chave para empresários integrantes do PNBE – Pensamento Nacional das Bases Empresariais e a dirigentes, professores e universitários da FESPSP – Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, as instituições responsáveis pela iniciativa. Zelosos com as palavras num ambiente meio presencial meio web, apresentaram, sob provocações, ideias aqui e acolá, com as quais pretendem influenciar a propagada mudança que se aguarda com a “renovação” exigida na era pós-Lava Jato. Num auditório esvaziado pelas obrigações escolares de sociologia e política, Malu Molina (PDT), Eliseu Gabriel (PSB), Lívio Giosa (PSD) e Bruno Ramos (PT) toparam a missão de se expor para além dos guetos da vida digital.

O tema da debate foi a “Renovação Política: Voto por Interesse Público ou Individual”, Malu Molina disputa pela primeira vez, como candidata, para o cargo de deputada estadual e é aluno da FESPSP. Ela foi a primeira a se discursar sobre o assunto da renovação política, “eu acredito na renovação sim, a um clamor da sociedade que acontece o quanto antes, porém não significa que seja fácil, a gente enfrenta uma série de barreiras em relação a velha política, eu até lancei campanha na rede sociais contra a nova política.”

Eliseu Gabriel, candidato veterano, que está na Câmara Municipal de São Paulo há cinco mandatos, relata que existe um movimento de alguns da população o tempo inteiro, “para dizer que ele não se sente representado na política”, Eliseu explica que a boa política é a única forma do país crescer, desenvolver e ser soberano. Lívio Giosa, candidato com vasta experiência na vida política, expõe porque votar, “a palavra-chave é indignação, quem tem espírito e percepção pública não consegue se afastar. Um candidato para tentar retomar um país, que muitos já vivenciaram, eu não consigo olhar meu neto, meus filhos e perceber um país como está hoje”.

Bruno Ramos é novato na política, mas sabe bem o caminho que vai percorrer, “eu costumo dizer que a política não é jogo para ingênuo. Como não tem muita estrutura a gente vem acreditando nos parceiros, na internet, nas pessoas que seguem o nosso trabalho, pessoas que estão na militância no dia a dia. Eu tenho medo da renovação porque o antigo coloca o filho numa questão de legitimidade com jovem, mas o discurso é velho e antigo. O espaço da política é hostil, ele não dá oportunidade para você fazer suas defesas.”

Melhor do que as respostas, foi a qualidade de usarem a ocasião para venda de seus peixes. Eliseu Gabriel expos como tem se dedicado à maior cidade do País.

Lívio Giosa, seus resultados quando exerceu mandato, como suplente. Malu Molina a sua teoria de mudança pela necessidade de afastar práticas arraigadas em nosso habitat político. Bruno Ramos trouxe o pulsar da periferia num discurso que cabe letra de rap. Todos, cancioneiros de esperanças, querem ser personagens das mudanças, não importa os riscos, a falta de recursos, a indiferença daqueles que só pregam ódio.

Os candidatos expuseram suas propostas sobre diversos assuntos, seguiram a pauta do PNBE – Pensamento Nacional das Bases Empresariais.

PNBE – A população não se sente representada pelos deputados segundo pesquisas realizadas por várias instituições. Apesar disso, se prece que a maior parte dos atuais deputados será reeleita. Você concorda com a análise que representamos antes sobre essa contradição? Como mudar?

Malu Molina - o sistema representativo não é o principal problema, tudo começa na campanha, a forma de restruturação, a discursão do fundo partidário deve ser a pauta política, a disputa das coligações, girando em torno de tv, em fundo partidário. Não queremos que a empresa banca um candidato, pois ela vai cobrar depois. A solução é incentivar a pessoa física para campanha partidária.

Eliseu Gabriel - seria o distrital misto, uma coisa boa, sadia. O maior problema hoje na campanha é o financiamento, é o dinheiro que canta alto nas eleições.  Os partidos têm que ter democracia interna, tem que ter regras. Acho que é um avanço. A quantidade é partidos serve para um balcão de negócios

Lívio Giosa - É preciso praticar a disrupção do processo, rompimento do que está hoje, para a gente possa transformar, este rompimento se dá de duas formas, primeiro é discutir efetivamente o processo, o segundo é abrir porta para oxigenação da transformação. E isto só dá para candidatos com propostas novas, sem nenhum tipo de amarra e que realmente pode definir a causa, acima de tudo, que é a causa da sociedade.

PNBE - Na sua opinião quais deveriam ser as prioridades para atuação do Governo Federal/Governo Estadual em relação a saúde?

Malu Molina- Na área da saúde é necessário um investimento triplicado, sem falar na má gestão, hoje tem meios simples que resolvem o problema, por exemplo, tem um aplicativo que o governo controla onde precisa daquele remédio. Sendo assim, ele não gasta mandando para uma região que não consome aquele medicamento

Eliseu Gabriel - Na área da saúde, o Brasil tem pouco dinheiro, precisa ter mais gestão e nos corrupção.

PNBE – Na área de educação o governo Federal rem concentrado os investimentos no ensino superior. Você acha que esse é o caminho para o País ou é necessário redefinir a prioridade? De que forma? No estado de SP 30% das escolas estão abaixo da média nacional no Enem e no último IDESP – Índice de desenvolvimento da educação em São Paulo, a média dos estudantes do anos iniciais do ensino fundamental caiu pela primeira vez desde 2008. Alunos deste ciclo tiveram nota 5,33 em 2017, que combina notas de português, matemática, e taxas de aprovação e abandono. Em 2016 a média foi de 5,4. A meta do governo do Estado é chegar à 7 até 2030. De que forma?

Malu Molina - o estado de São Paulo está deplorável em relação a educação, aqui a gente está em um nível que o governo, roubando merenda, bate em professor e fechando escola, ou seja, aqui a gente não tem nem o básico

Eliseu Gabriel - o país investe muito pouco na educação, porque não tem dinheiro, diferente de outros países.

Lívio Giosa - quer modificar, construir políticas públicas para capacitação dos professores. Educação é fundamental. A escola precisa ser o centro acolhedor dos jovens. Precisamos prensar no futuro.

Bruno Ramos - Eu vim para representar a cultura, com prioridade para os jovens. Quero lembrar que todas as causas são importantes para formar uma nação mais consciente

 

PNBE - Qual sua visão sobre a atuação dos diversos segmentos na área de saúde: setor privado, governo, organizações sem fins lucrativos? Como melhora o que existe hoje?

Malu Molina - Na área da saúde é necessário um investimento triplicado, sem falar na má gestão, hoje tem meios simples que resolvem o problema, por exemplo, tem um aplicativo que o governo controla onde precisa daquele remédio. Sendo assim, ele não gasta mandando para uma região que não consome aquele medicamento.

Eliseu Gabriel - o Brasil tem pouco dinheiro, precisa ter mais gestão e nos corrupção.

PNBE – Vivemos um momento de transição na forma de trabalho, devido às inovações tecnológicas. Qual o caminho que você defende para reduzir o contingente de pessoas sem trabalho no Brasil?

Malu Molina - tem que criar políticas públicas que incentiva o empreendedorismo, em áreas voltadas para a inovação, que são campos que mais crescem, pois o micro e pequeno empresário emprega 99% no estado de São Paulo.

Eliseu Gabriel - o país não tem um plano estratégico, precisamos garantir o controle fiscal, tem que ter o controle público e privado. A forma de dominar o mundo é começar a discutir coisas que são importantes e não centrais

Lívio Giosa - A primeira preocupação para desenvolver a empregabilidade é desenvolve políticas públicas entre os setores, público, privado e entidades

 

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