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PDT, Podemos e PT apresentam propostas econômicas em debate na capital paulista

17/08/2018 por Soraia Patricia

PNBE, FECAP e OEB pedem medidas concretas para estimular empreendedorismo

Coordenadores econômicos de três partidos, Nelson Marconi (PDT), Ana Paula de Oliveira (Podemos) e Márcio Pochmann (PT), apresentaram suas propostas para alavancar o crescimento e conter os gastos públicos, em debate promovido dia 15 de agosto pelo PNBE (Pensamento Nacional de Bases Empresariais), FECAP (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado) e OEB (Ordem dos Economistas do Brasil), em São Paulo, no Teatro FECAP.

Uma das convidadas, Ana Paula de Oliveira – que desenvolve o plano para o candidato Álvaro Dias – disse que a proposta do Podemos baseia-se em plano de 19 metas com políticas públicas voltadas para os mais diversos setores. Segundo ela, a ideia do projeto é criar 10 milhões de empregos e atingir crescimento médio de 5%. “Não conseguiremos sair do lugar sem enfrentar um dos maiores problemas, o déficit público. Olhando para o cenário atual, não conseguiremos avançar sem fazer uma revisão constitucional e estabelecer um governo forte”, explicou a economista.

Nelson Marconi, responsável pela proposta do presidenciável Ciro Gomes (PDT), disse a meta de crescimento é atingir o IDH (índice de desenvolvimento) de Portugal em 15 anos. “A ideia é factível, mas será necessário colocar a casa em ordem e investir em infraestrutura, reduzir juros e fazer a reforma fiscal.” Com isso, será possível gerar 2 milhões de empregos em dois anos.

Para conquistar a confiança dos investidores e do empresariado, o coordenador do programa econômico do PT, Marcio Pochmann, afirmou que a primeira medida é revogar as medidas implementadas pelo governo Temer e a criação de Assembleia Nacional Constituinte para discutir a reforma tributária, política, dos sistemas eleitoral, bancário etc. “É a forma de mudar radicalmente o país”, ressaltou Pochmann. “Temos de enfrentar as mazelas para voltar a crescer.”

Medidas para combater a desigualdade foram apresentadas no debate. Para a representante do Podemos, uma das alternativas é viabilizar 5 milhões de títulos para a comunidade carente, que possui uma casa própria mas não tem o registro de posse. Para Nelson Marconi, do PDT, são possíveis mudanças imediatas, como a da estrutura tributária para onerar mais a renda e proporcionalmente menos o consumo. A tributação progressiva é uma alternativa com a mudança de composição. Ele propôs tributar os lucros e dividendos distribuídos para as pessoas físicas e heranças, a partir de um determinado valor. Em longo prazo, a aposta do PDT é investir em educação, tendo como modelos os projetos do Ceará.

Pochmann, do PT, defendeu a importância de se acabar com os privilégios de determinados segmentos, além de elevar a tributação para rendas de altíssimo valor e a oneração dos lucros e dividendos no IR. Outros pontos foram o desenvolvimento de um programa emergencial para a retomada das obras paradas e a viabilização de um grande plano voltado para a inovação tecnológica.

Para resolver os problemas da Previdência, a economista Ana Paula revelou que o objetivo é criar um produto, com contas individualizadas em que os cidadãos tenham ações das estatais. “Não vamos permitir privilégios”, afirma a economista, que também defendeu a unificação dos sistemas público e privado. Pochmann criticou a adoção de medidas drásticas que não produzem efeitos e a confusão da atual proposta de reforma. “Temos uma mistura de conceitos de seguridade social. De quem não conhece e talvez queira apostar na ignorância da população.”

Empreendedorismo

O primeiro coordenador do PNBE, Fernando de Oliveira Marques, introduziu o tema empreendedorismo no debate ao mencionar o exemplo de Steve Jobs, fundador da Apple. “Se ele tivesse nascido no Brasil, a Apple não teria surgido”, questionando a falta de iniciativas e apoio para incentivar o empreendedorismo, como um banco de desenvolvimento nos Estados Unidos utilizado por Jobs. Além disso, ressaltou a importância da população se conscientizar para reconstruir o país. “Temos uma enorme responsabilidade nesse momento tão importante do Brasil de construir e reconstruir o país que foi solapado sob todos os aspectos”.

Para Pochmann, o Brasil precisa dar um salto tecnológico e acabar com a asfixia que afeta os financiamentos científicos e tecnológicos do país. “Temos de promover o financiamento das cooperativas e da agricultura familiar, por exemplo. Incentivar os pequenos negócios e viabilizar o consumo, além de conectá-los com as universidades. A mudança passa ainda por um Sebrae mais arejado.”

Para Marconi, do PDT, é fundamental arrumar as contas públicas, visando zerar o deficit primário do setor em dois anos. “Sem isso não haverá dinheiro para nada. O Estado precisa recuperar sua capacidade de investir”, ressaltou o economista e professor da FGV e especialista em administração pública. A criação de uma política industrial adequada e bem desenhada e a criação de programas específicos são importantes para estimular o empreendedorismo. “É importante colocar a taxa de juros no lugar, recuperar o papel do BNDES e investir em infraestrutura.” Segundo ele, o PDT pretende investir 5% do PIB

Sobre o tema, a economista do Podemos mencionou os entraves provocados pela burocracia e a necessidade de se criar um ambiente mais favorável, com custos mais baixos. “O papel do BNDES como agência de fomento é fundamental. Ele deve ser o grande coordenador e o responsável pela distribuição de recursos para viabilizar as empresas.”

Necessidade de apresentação de medidas concretas

O coordenador do curso de Economia da FECAP, Allexandro Mori ressaltou a necessidade de os candidatos apresentarem medidas concretas para embasar o processo de escolha dos eleitores. De acordo com Mori, embora os cidadãos comuns conheçam os grandes objetivos econômicos do governo,  crescimento e desenvolvimento econômico, eles não sabem que ações concretas permitiriam tornar a vida melhor. Assim, é importante que os candidatos e seus representantes explicitem que medidas concretas são estas, pois será neles que os cidadãos depositarão suas esperanças de uma vida com melhores perspectivas.

 

Para mais informações, por favor, contate assessoria do PNBE:

Cleinaldo Simões, Carla Onaga, Lidiane Tanaka e Marina Saran

55 (11) 5585 3363 – 5585 0961 – 5585 2273

55 (11) 2638 8099

55 (11) 9 8192 0700 – 9 8192 0002

Skype: cleinaldo.simoes

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mídias sociais: cleinaldo simoes

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