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Reforma Política precisa liberar processo eleitoral

13/08/2018 por Soraia Patricia

Para o Deputado Federal Roberto Freire (PPS-SP), é prioritário tirar do processo eleitoral a tutela da legislação e do judiciário sobre partidos e campanhas. Em almoço (10/08) com os coordenadores do PNBE, o deputado, que já foi candidato a presidente em 1989, defendeu a liberdade partidária, tirando das leis e dos tribunais eleitorais as definições de como se formam partidos, conferem assinaturas de participantes, começa-se a campanha e outras limitações: “Todo mundo sabe que Alckmin, Bolsonaro, Ciro e outros são candidatos há tempos, mas oficialmente eles só podem declarar este objetivo no dia definido pela lei e controlado pelo TSE”. Acrescentou ainda que ele mesmo não poderia declarar se será ou não candidato pois está impedido pela legislação.

“Não é necessário um tribunal específico para cuidar do processo eleitoral, basta a Justiça comum para registrar as candidaturas e outros detalhes formais. Quanto ao financiamento das campanhas pelo Poder Público, ele foi definido pelo Congresso e quem se sentir prejudicado pode procurar a Justiça. A definição dos candidatos a deputado federal por convenções estaduais, embora seu trabalho seja nacional, é outro ponto ressalvado pelo deputado presidente do PPS.

Ele também critica a forma como funciona hoje a Câmara dos Deputados: “hoje a estrutura não possibilita debates, são apenas discursos sobre temas diversos. Também não há partidos com interesses e posições concretas, são bancadas de interesses. E os candidatos não defendem ideias, querem apenas os votos.” Para ele os outros países da América Latina levam vantagem por terem listas organizadas de candidatos, o que reforça o sistema partidário.

Freire concorda com o Manifesto MRP 2019, que preconiza a discussão de uma Reforma Política e decisões de mudança no ano que vem. “As pessoas não se sentem representadas pelos partidos, pelos políticos e nem pelas instituições. “Não é um fenômeno brasileiro, é mundial, veja-se o que acontece na Itália, na Espanha, na Alemanha e em outros países, com a desconfiança das organizações políticas tradicionais”.

Ele usa o exemplo do futebol para caracterizar o impacto das mudanças tecnológicas que afetam a forma de comunicação, relacionamento, trabalho e política. “Antigamente as pessoas estavam ligadas nas equipes locais, aí veio a parabólica e todo o Brasil passou a ver jogos do Rio (São Paulo mais tarde) – e a torcer pelo Flamengo, Vasco, Fluminense. Hoje as pessoas querem ver o campeonato inglês, o Barcelona, o Real Madrid e outros.  Na política eram faixas, comícios locais, hoje é a TV nacional, as redes sociais”. O resultado é a busca de celebridades que possam trazer votos.

Para o deputado pernambucano, hoje baseado em São Paulo, não há mais classes no sentido antigo, em que de um lado estavam os trabalhadores fabris e de outro a burguesia, é preciso repensar as relações de trabalho, a importância da cultura e do lazer. “O que se chama esquerda hoje é diferente do passado, quando um dos princípios era a internacionalização, agora defendem o nacional-desenvolvimentismo, que era a proposta da direita”.

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