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05/12/2007 - Prêmio 2007 é um sucesso

Por zpress

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Prêmio PNBE de Cidadania 2007 é realizado com sucesso


Evento marcou a entrega dos troféus para profissionais que trabalham em defesa da cidadania no Brasil


Com o objetivo de homenagear a iniciativa de empresários, entidades, cidadãos e jornalistas reconhecidos por seus trabalhos em defesa da cidadania no Brasil, o PNBE – Pensamento Nacional das Bases Empresariais realizou no último dia 3 de dezembro o Prêmio PNBE de Cidadania 2007. A tradicional  cerimônia de premiação do Terceiro Setor aconteceu na sede da União Cultural Brasil – Estados Unidos.


A abertura do Prêmio, que contou com a auditoria da Boucinha & Campos, foi realizada pela garota Ana Carolina da Silva Santos. A menina, de 10 anos, leu um texto sobre os danos ambientais que o planeta vem sofrendo e a omissão das autoridades mundiais para resolver questões como o buraco na camada de ozônio, a extinção das espécies animais e o desmatamento de florestas, entre outros temas. A criança foi escolhida para a abertura por representar a pureza de valores sobre o mundo.


Wellington Nogueira, fundador do grupo Doutores da Alegria, foi o mestre de cerimônia do evento, ou como ele mesmo disse o mestre sem cerimônias. Com humor afiado e sacadas que divertiram a platéia, ele apresentou os vencedores da noite nas sete categorias premiadas. Antes, o “besteirologista”, como ele próprio se define, anunciou o músico David Pascoal para executar no piano o hino nacional brasileiro.


            Na seqüência, foi a vez de Fernando Prestes Maia, coordenador do prêmio, realizar a abertura oficial da cerimônia. Maia ressaltou que todos os vencedores da noite tinham, de alguma forma, projetos envolvendo crianças e adolescentes, preparando-os para um futuro melhor.


Sobre o tema transparência, o coordenador do evento falou das ações do PNBE em 2007, como a promoção constante de workshops com profissionais gabaritados para discutir o assunto e ainda revelou: “A partir de 2008, vamos realizar cursos de capacitação com diversas parcerias para “vacinar” cidadãos e entidades públicas e privadas contra o vírus da corrupção. Vamos também fortalecer práticas da boa governança”.


Premiados


             Na entrega dos prêmios, o primeiro a subir no palco para receber o troféu foi o biólogo e ambientalista João Paulo Capobianco, na categoria “O Ambientalista”. Especialista em educação ambiental pela Universidade de Brasília, João Paulo elogiou o fato do PNBE ter incluído há vários anos o tema meio ambiente anos na premiação e se disse surpreso por ter sido contemplado, principalmente por fazer parte do governo – ele é Secretário Executivo do Ministério do Meio Ambiente.


Entre os cargos que exerceu, destaque para a presidência da Associação em Defesa da Juréia e a superintendência da Fundação S.O.S Mata Atlântica entre 1988 e 1994. No campo do aprimoramento do conhecimento sobre os temas de biodiversidade de florestas brasileiras, Capobianco vem desenvolvendo inúmeros trabalhos de levantamentos, mapeamentos e organização de informações, tendo publicado diversos trabalhos técnicos e científicos nos principais veículos de imprensa escrita no Brasil. “Esse prêmio me estimula ainda mais na perseguição de novos resultados que possam valorizar a conquista”, comentou no momento da homenagem.


Ana Lúcia Villela foi a vencedora na categoria “A Educadora”. Formada em pedagogia com mestrado em psicologia da educação pela PUC de São Paulo, Ana Lúcia é presidente do Instituto Alana, organização sem fins lucrativos que desenvolve atividades educacionais, culturais e de fomento à articulação social, visando a valorização do ser humano e a melhoria da sua qualidade de vida. Entre as suas atividades, destaque para os projetos “Educando na Periferia” e “Criança e Consumo”.


Ao receber o prêmio, a pedagoga convidou a platéia a fazer um exercício mental e se imaginar daqui a 15 anos. No cenário imaginado por Ana Lúcia havia evoluções importantes para a educação, como professores com remuneração digna, alunos que saem da escola com pensamento crítico, além de não existir qualquer propaganda dirigida às crianças, seja nos meios de comunicação, escola, ou ambientes públicos.


“A solução para um futuro melhor da educação é a participação de todos os setores da sociedade, do público, do privado, do terceiro setor, além do mais importante: acreditar que é possível”, disse Ana Lúcia ao receber o prêmio.


Em 1979, um petroleiro da Petrobrás encontrou um barco de pesca em alto mar no sudeste asiático. Neste barco estava um vietnamita de 21 anos que, pressionado pelo regime comunista, fugia de seu país de origem. Hoje, ele tem uma empresa que é referência nas áreas de educação, empreendedorismo, inovação e responsabilidade social.


Na categoria “O Empresário” do Prêmio PNBE de Cidadania, o homenageado foi Thai Quang Ghnia, um brasileiro naturalizado, que reside em São Paulo. Em 2003, Thai fundou a Goóc - uma empresa de moda e vestuário que faturou R$ 28.5 milhões em 2005, vendendo 2,5 milhões de pares de sapatos, empregando 400 pessoas (principalmente em suas fábricas em São Paulo e na Bahia) e com negócios espalhados por todo o Brasil.


Thai agradeceu a homenagem e contou que quando chegou ao Brasil comprou um dicionário e um livro de gramática para dominar o novo idioma. “Queria ser igual aos executivos que via circular na Praça da Sé, em São Paulo. Para isso, precisava de muito estudo e dedicação”, explicou o empresário. Hoje a Goóc possui quase cinco mil pontos de venda espalhados pelo Brasil.


Jornalista há 44 anos, Clóvis Rossi foi o escolhido na categoria “O Jornalista” do Prêmio PNBE de Cidadania. Atualmente, Rossi é repórter especial e colunista da Folha de São Paulo, mas também já trabalhou nos jornais O Estado de São Paulo e Jornal do Brasil.  Seu maior prazer no jornalismo é ser repórter. Segundo Rossi, ser testemunha ocular da história de seu tempo é um dos benefícios de ser jornalista. “O que há de ruim na profissão é a exigência até irracional de dedicação plena”, diz.


De acordo com Rossi, o Brasil está entrando agora na fase do consumidor, que é a ante-sala da cidadania. “Estamos agora sendo respeitados como consumidores. Espero que o próximo passo seja o direito à cidadania. Mas, infelizmente, ainda estamos muito longe”.  Para ele, cidadania não se dá de presente. “Ou se vai atrás ou continuaremos a ser consumidores e não cidadãos”, definiu.


Na categoria “Cidadão (ã)”, a contemplada foi a juíza Ana Paula Vieira de Carvalho. Juíza titular da 6ª Vara Federal Criminal, Ana Paula é responsável por ouvir os depoimentos dos presos durante a Operação Furacão, da Polícia Federal, iniciada este ano. Por se considerada “linha dura” pelos envolvidos, já teve seu nome envolvido em ligações secretas com planos para ser eliminada. Por esse motivo não foi receber a homenagem e foi representada pelo promotor de justiça Roberto Livianu.


Para Livianu, a juíza tem demonstrado no exercício de sua profissão extrema coragem e seriedade. “Em menos de dois anos como juíza, Ana Paula já apresentou decisões corajosas e condenações importantes contra instituições até então “intocáveis”. E nesse momento da carreira, membros da Magistratura e do Ministério Público não são vitalícios, o que reforça a razão de sua premiação”, explicou o promotor. 


Fluminense de Niterói, Ana Paula é formada pela Universidade Federal Fluminense e já tem dez anos de profissão. Vem mostrando na condição de juíza o quanto pode contribuir na geração de uma justiça qualitativa, moderna e dinâmica. “Ana Paula simboliza a evolução da cultura da justiça no País”, finalizou Livianu.


Dagmar Garroux  foi a vencedora na categoria “Empreendedora Social”. Em 1983, Dagmar era voluntária na comunidade do Jardim Ângela. Naquela época, o “esquadrão da morte” atuava a todo vapor e tinha como objetivo eliminar criminosos da cidade. Foi da tentativa de proteger garotos da periferia em confronto com a lei que teve início a idéia de Dagmar de criar a Casa do Zezinho. Em 1993, ela tornou seu sonho realidade. Fundou uma sede planejada para atender com excelência indivíduos num espaço de beleza, funcionalidade e arte.


A sede da instituição tem três mil metros quadrados e consegue atender 1.200 crianças por dia. A Casa do Zezinho depende de doações de empresas que contam com as leis de incentivo fiscal. Em 1994, apenas sete crianças eram atendidas. Dessa época até hoje, seu desenvolvimento foi de 10.000%. Para manter cada criança são necessários apenas R$ 100,00 por mês.


“Vou dividir esse prêmio com os “manos”, como a gente diz lá no Parque Santo Antônio. São jovens que o país, de uma forma geral, trata como verdadeiros problemas. Esses jovens têm que receber um trabalho direcionado à educação, prevenção, lazer e saúde”, explicou Dagmar.


No prêmio Destaque Brasil 2022, o vencedor foi o Projeto Reviver – Associação de Apoio à criança HIV Positivo. Gabriela Cristina de Almeida Afonso, diretora de o Projeto Reviver, recebeu o troféu e declarou: “Em 2008, completaremos 15 anos na luta pela qualidade de vida de crianças e adolescentes soro positivos. E sabemos que esta luta está apenas começando. Convido a todos a visitar o nosso ambulatório para conhecer um pouco mais do nosso trabalho”. A entidade foi fundada em 17 de Junho de 1993, com o objetivo de dar apoio à criança e ao adolescente HIV positivo, em forma de sustentação, abrigo, qualidade de vida para o seu adequado desenvolvimento, sem fazer distinção alguma quanto à raça, cor, sexo, condição social, credo ou situação político religiosa.


No encerramento da festa, o 1º coordenador geral do PNBE, José Roberto Romeu Roque, deixou sua mensagem: “Acreditamos que por fatores internos e externos mundiais, o nosso País possui atualmente uma oportunidade única de crescimento e de distribuição de renda. Para isso, temos que desonerar a produção, aperfeiçoar o estado, compatibilizar o tamanho do governo, controlar os gastos públicos e permitir a nossa produção. Acreditamos também que programas assistencialistas só fazem sentido de forma emergencial. E ofertamos como alternativa a educação, o crescimento econômico, o trabalho, o empreendedorismo e a produção. E é nesse sentido que o PNBE continuará sua luta”.  


 


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