
Fidelidade partidária contribui para a democracia
Empresários do PNBE celebram decisão do Tribunal Superior Eleitoral.
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu por unanimidade estender a fidelidade partidária para os ocupantes de cargos majoritários - presidente da República, governadores, senadores e prefeitos. Seis ministros do TSE seguiram o voto do relator, Carlos Ayres Britto, que recomendou a retirada do mandato de quem trocar de legenda após ser eleito por outro partido.
Para a coordenação do PNBE – Pensamento Nacional das Bases Empresariais, a fidelidade partidária é um aspecto indispensável ao fortalecimento das instituições políticas e da democracia. A valorização do candidato em detrimento do partido tem propiciado situações que facilitam a migração partidária, muitas vezes com finalidade meramente eleitoral ou pessoal, em face da ausência de compromisso com os programas partidários.
Nós, da base empresarial, achamos tais medidas positivas para o futuro do País. Através de uma classe política comprometida com os resultados de suas gestões e com os ideais dos respectivos partidos, fortaleceremos o sentido de cidadania da população, hoje descrente no poder público.
Pagamos uma carga tributária estratosférica (40% do PIB) para manter a pesada máquina do estado. Somos responsáveis por mais de 90% da geração de emprego e renda e não podemos compartilhar com um ambiente empresarial e político onde a ética e a transparência passem longe das nossas autoridades. É o mínimo que podemos exigir dos nossos políticos.
O PNBE defende o crescimento econômico e a geração de renda com sustentabilidade. Para tanto, urge a necessidade da racionalização e transparência nos gastos públicos, além da queda da carga tributária. Queremos que se vote uma lei de que qualquer aumento de gasto público não possa ser realizado até que haja um compromisso de redução da carga tributária em 1% ao ano, até que se atinja cerca de 20% do PIB. Acreditamos que essa porcentagem é compatível com um crescimento econômico sustentável com geração de emprego.
Somente através de uma máquina estatal adequada às nossas necessidades, voltaremos a crescer. É impossível continuar sustentando a atual carga tributária e gerar o crescimento econômico, cuja responsabilidade cai sobre as costas do empresariado brasileiro e não dos governantes. O Estado precisa ser eficiente e enxuto e a fidelidade partidária é primordial para o processo democrático.