
A comparação feita pelo editorial com esse título (Estadão 22.03) é perfeita, na média tanto brasileiros como americanos têm hoje uma situação econômica melhor do que já foi.
Por outro lado, sentem que a corrupção aumentou e a concentração de riqueza, exposta nas mansões, carros, jatinhos etc. é crescente, dois fatos que as redes sociais amplificam.
Como as pessoas tendem a votar de acordo com suas expectativas e esperanças para o futuro, e não apenas em função da economia, os trabalhadores de baixa renda, formais e informais - tanto no Brasil como nos Estados Unidos, sentem com certo desânimo, que seus eles ou seus filhos, não vão ter um futuro melhor, o oposto que ocorreu com a geração de Lula e seus companheiros.
O sonho da casa própria, do carro, da viagem ao exterior, e mesmo da picanha do fim de semana, parece distante ou impossível.
A mobilidade social se reduziu e hoje poucos microempreendedores, e mesmo trabalhadores especializados, veem a possibilidade que existiu no passado de crescer e montar uma média ou grande empresa. Sem o sonho do futuro, a tendência é votar em radicais ou charlatães que fazem promessas para não cumprir. Ou simplesmente se conformar: vamos manter assim, porque melhor não fica.