
O voto distrital misto será um grande avanço político para o Brasil, se criado de forma correta como previa o projeto do então Senador José Serra, aprovado pelo Senado e que deveria ser votado pela Câmara, em vez de iniciar um novo projeto. A primeira grande vantagem do voto distrital misto é permitir ao eleitor saber quem é o representante do distrito em que reside, e assim poder se dirigir a ele, mesmo sem ter dado seu voto a ele, levar sugestões e críticas. Uma segunda vantagem é fortalecer os partidos, pois o segundo voto é partidário. Atualmente várias pesquisas mostram que mais de 80% dos eleitores, depois de seis meses não lembram em quem votaram, dado o grande número de candidatos – em São Paulo foram mais de 1.000 para 70 vagas, e igualmente não lembram o partido ao qual pertence o candidato em que votaram. É claro que podem ocorrer distorções, como levantou o leitor Vitor Romaneli Penha , em sua carta publicada na edição de 1811. Nenhum sistema é perfeito, mas a estabilidade política dos países que adotam essa forma de votação é um testemunho prático de que o sistema funciona e exige menos “negociações” pouco claras para conseguir maioria.